quinta-feira, 2 de maio de 2013

:)

 
Obrigada "OlhOs de ratinho"
 

terça-feira, 30 de abril de 2013

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

enamoramo-nos

 
"Enamoramo-nos quando estamos prontos para mudar, quando estamos prontos a deixar uma experiência já feita e gasta e temos o impulso vital para realizar uma nova exploração, para mudar de vida. Quando estamos prontos a tirar proveito de capacidades que não tínhamos explorado, a explorar mundos que não tínhamos explorado, a realizar sonhos e desejos a que tínhamos renunciado. Enamoramo-nos quando estamos profundamente insatisfeitos com o presente e temos a energia interior para iniciar outra etapa da nossa existência. (...) O enamoramento acontece quando encontramos alguém que nos ajuda a crescer, a realizar novas possibilidades. A ir numa direção que corresponde às nossas exigências interiores. (...) O estado nascente amoroso é a tentativa de mudar radicalmente a própria vida. (...) Todos os enamoramentos são potencialmente revolucionários."
Francesco Alberoni, "Amo-te"

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

"A memória filtra tudo duma maneira maravilhosa"


Que sensação boa, esta de reencontrar alguém que há cerca de 30 anos foi tão importante na nossa vida.
Pessoas marcantes são aquelas que não esquecemos, que se perpetuaram na nossa memória.
Tanto tempo passado,  tanto tempo sem saber nada ...
Depois, ficamos a reviver ... a forma como dançavamos ... a música associada...
Acasos da vida. Um BOM reencontro

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

interdependência


"Muitos de nós, ainda hoje, esperamos encontrar alguém que nos complete, esperamos pela nossa alma gémea, nossa 'cara-metade'. Parece que a grande maioria dos seres humanos ainda não se deu conta que a outra metade está dentro de nós e não fora, e só quando formos capazes de vivermos inteiros e felizes sozinhos é que poderemos nos relacionar verdadeiramente, sem nenhum resquício de dependência. Devemos aprender urgentemente como construir uma relação de interdependência, que é bastante diferente."

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

gostei !!!




"Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?

As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.

É preciso aceitar esta mágoa esta moínha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si, isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.

Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.

Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."

 
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

talvez ... um mundo




"(...) Ficamos sozinhos quando somos exigentes. Ficamos sozinhos quando não mentimos. Ficamos sozinhos quando defendemos as nossas convicções. É o preço que estou disposto a pagar. E há, digamos, dez pessoas de quem gosto, dez pessoas sobre quem não me enganei, e dez pessoas é um mundo."