quarta-feira, 20 de julho de 2016
“A sereia das pernas tortas.”
Era uma vez uma mulher que tão depressa era feia como era bonita.
Quando era bonita, as pessoas diziam-lhe:
— Eu amo-te.
E iam com ela para a cama e para a mesa.
Quando era feia, as mesmas pessoas diziam-lhe:
— Não gosto de ti.
E atiravam-lhe com caroços de azeitona à cabeça.
A mulher pediu a Deus:
— Faz-me bonita ou feia de uma vez por todas e para sempre.
Então Deus fê-la feia.
A mulher chorou muito porque estava sempre a apanhar com caroços de azeitona e a ouvir coisas feias. Só os animais gostavam sempre dela, tanto quando era bonita como quando era feia como agora que era sempre feia. Mas o amor dos animais não lhe chegava. Por isso deitou-se a um poço. No poço, estava um peixe que comeu a mulher de um trago só, sem a mastigar.
Logo a seguir, passou pelo poço o criado do rei, que pescou o peixe.
Na cozinha do palácio, as criadas, a arranjarem o peixe, descobriram a mulher dentro do peixe. Como o peixe comeu a mulher mal a mulher se matou e o criado pescou o peixe mal o peixe comeu a mulher e as criadas abriram o peixe mal o peixe foi pescado pelo criado, a mulher não morreu e o peixe morreu.
As criadas e o rei eram muito bonitos. E a mulher ali era tão feia que não era feia. Por isso, quando as criadas foram chamar o rei e o rei entrou na cozinha e viu a mulher, o rei apaixonou-se pela mulher.
— Será uma sereia? — perguntaram em coro as criadas ao rei.
— Não, não é uma sereia porque tem duas pernas, muito tortas, uma mais curta do que a outra — respondeu o rei às criadas.
E o rei convidou a mulher para jantar.
Ao jantar, o rei e a mulher comeram o peixe. O rei disse à mulher quando as criadas se foram embora:
— Eu amo-te.
Quando o rei disse isto, sorriu à mulher e atirou-lhe com uma azeitona inteira à cabeça. A mulher apanhou a azeitona e comeu-a. Mas, antes de comer a azeitona, a mulher disse ao rei:
— Eu amo-te.
Depois comeu a azeitona. E casaram-se logo a seguir no tapete de Arraiolos da casa de jantar.
Adília Lopes
sábado, 16 de julho de 2016
sexta-feira, 13 de maio de 2016
quarta-feira, 4 de maio de 2016
quarta-feira, 6 de abril de 2016
"Um artista nunca é pobre"
Babette Hersant (Stephane Audran) , uma refugiada dm fuga busca abrigo na casa das irmãs Martine (Birgitte Federspiel) e Philippa (Bodil Kier) em uma pequena vila na costa de Jutland, Dinamarca, no século 19. Um dia Babette ganha na loteria e resolve gastar os 10 mil francos na realização de um banquete inigualável para as irmãs e os membros da congragação religiosa fundada pelo pai delas, na data dos 100 anos dele. Um “real French dinner”.
O menu de sete pratos do filme consistia em:
“Potage à la Tortue” (sopa de tartaruga) servida com xerez Amontillado
“Blinis Demidoff” (panquecas de trigo sarraceno com caviar e creme de leite) servido com champanhe Veuve Cliquot
“Cailles en Sarcophage” (codorna em massa folhada com foie gras e molho de trufas) servido com Clos de Vougeot Pinot Noir
Salada de endívia
“Savarin au Rhum avec des Figues et Fruit Glacée” (pão de ló de rum com figos e cerejas cristalizadas) servido com champanhe
queijos variados e frutas servidas com sauternes
café com conhaque vieux marc Grande Champagne.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
sábado, 19 de dezembro de 2015
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