quarta-feira, 6 de abril de 2016

"Um artista nunca é pobre"

Babette Hersant (Stephane Audran) , uma refugiada dm fuga busca abrigo na casa das irmãs Martine (Birgitte Federspiel) e Philippa (Bodil Kier) em uma pequena vila na costa de Jutland, Dinamarca, no século 19. Um dia Babette ganha na loteria e resolve gastar os 10 mil francos na realização de um banquete inigualável para as irmãs e os membros da congragação religiosa fundada pelo pai delas, na data dos 100 anos dele. Um “real French dinner”.

O menu de sete pratos do filme consistia em:

“Potage à la Tortue” (sopa de tartaruga) servida com xerez Amontillado
“Blinis Demidoff” (panquecas de trigo sarraceno com caviar e creme de leite) servido com champanhe Veuve Cliquot
“Cailles en Sarcophage” (codorna em massa folhada com foie gras e molho de trufas) servido com Clos de Vougeot Pinot Noir

Salada de endívia
“Savarin au Rhum avec des Figues et Fruit Glacée” (pão de ló de rum com figos e cerejas cristalizadas) servido com champanhe
queijos variados e frutas servidas com sauternes
café com conhaque vieux marc Grande Champagne.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

sábado, 19 de dezembro de 2015

domingo, 22 de novembro de 2015

domingo, 13 de setembro de 2015

... temos de merecer a sorte que temos ...

"(...)Com certeza que estas pessoas trazem os seus problemas, os seus hábitos culturais e os seus traumas. Vai ser necessário um longo trabalho de adaptação mútua e diálogo intercultural. Mas recusar ajudá-los por medo e por comodismo é algo que combina mal com este continente rico e baseado em ideais humanistas no qual nos calhou em sorte nascer. (...)"

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Salão Londrino


“José Ezequiel Andrade herdou o negócio dos tios, que em 1937 criaram este recanto baptizado pela origem do seu primeiro cliente. Até hoje inalterada, a pequena loja permanece com os mesmos escaparates azuis, o mesmo balcão, o antigo reclame.
Bonés e chapéus de feltro, lã, terylene, algodão, bombazina, napa e impermeáveis vêm directamente de São João da Madeira, no Continente, onde são confeccionados.

Passaram já quinze anos, desde que o Salão Londrino abandonou a produção de chapéus de palha destinados à exportação para a Rodésia, África do Sul e Portugal. A chapelaria, que em tempos equipou o Casino do Estoril vive actualmente dos clientes fiéis e dos jovens, que alheios ao seu glorioso passado, aqui adquirem peças que fazem a moda dos dias de hoje. Na pequena montra, um busto vintage criado por um cliente austríaco à imagem da fundadora denunciam acarinhadas recordações de família.”

Como eu gostaria de puder salvar esta joia!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

As velhinhas


Antónia e Filipa são duas velhinhas humildes que partilham tudo, apesar de o seu tudo ser quase nada: sopa de água de segunda a sábado e um esparguete a meias aos domingos. Mas são felizes ao contar com a sua maior riqueza: o afecto de uma pela outra.
 
Esta história demonstra que somos capazes de fazer coisas que parecem impossíveis pelas pessoas de quem gostamos, e que merece a pena chegar a velhos, mas muito velhos, para aproveitar tal como elas os grandes prazeres da vida — um grande banquete — ou os pequenos — um diminuto feijão —.
Charo Pita lembra-nos que a idade é um presente: está cheia de vida e de mistérios. Uma cara esculpida pelas rugas é como uma árvore milenária. O tronco grosso floresce a cada Primavera da mesma forma que uma pessoa idosa a cada amanhecer. Assim são Antónia e Filipa, aventureiras do dia a dia, do carpe diem.
As velhinhas é um conto de renascimento na velhice, com elementos mágicos próprios dos contos tradicionais, onde o cuidado, a paciência, a imaginação e a valentia transformam a rotina de duas mulheres idosas que gostam uma da outra com uma alegria e uma força capazes de vencer qualquer contratempo.
Fátima Afonso oferece-nos neste álbum uma amostra, contida mas eficaz, da sua demonstrada capacidade para gerar imagens de marcado carácter narrativo, com pontuais contraposições de texto-imagem que obrigam o leitor a resolver mínimos problemas de distanciamento que respeitam em todo o momento a função narrativa que emoldura e domina o discurso plástico.
A ilustradora portuguesa propõe uma generosa série de planos médios para desdobrar um discurso dominado sobretudo pelos acrílicos, com imagens repletas de sugestivos pormenores narrativos, o que permite desfrutar de uma leitura demorada e profunda.
 
Texto de Charo Pita
Ilustrações de Fátima Afonso
Tradução Dora Batalim Sottomayor